Zenaldo e Caio Trindade, as grandes novidades
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Zenaldo e Caio Trindade, as grandes novidades

Zenaldo e Caio Trindade, as grandes novidades

Dos primeiros cinco nomes indicados pelo governador eleito, Simão Jatene, para compor o seu secretariado, o deputado federal Zenaldo Coutinho e o procurador do Estado de carreira Caio Trindade foram as grandes surpresas.
Até agora, entre as trocentas especulações feitas, o nome de Zenado ainda não havia sido mencionado, sobretudo para a Casa Civil. E o de Caio para a Procuradoria Geral do Estado, muito menos.
Zenado tem larga experiência política.
Há quase 20 anos que exerce mandatos parlamentares.
Tem um bom trânsito entre vários partidos.
Resta saber se suas posições antisseparatistas vão pesar a seu favor, contra ele ou muito pelo contrário.
Zenaldo tem sido nos últimos anos – e sobretudo neste – um infatigável, declarado, irresoluto batalhador contra a divisão do Pará.
Como chefe da Casa Civil, terá de encaminhar politicamente demandas de todas as regiões do Estado, inclusive oeste e sul do Pará, que têm aspirações separatistas.
Encaminhar a contento essas demandas sem deixar que seu posicionamento político interfira nas linhas de ação estabelecidas pelo governo Simão Jatene será um grande desafio para o futuro chefe da Casa Civil.
Caio Trindade, como já se disse, jamais chegou a ser cogitado para exercer o cargo de procurador-geral do Estado.
É jovem, talentoso. O pai dele, Almerindo Trindade, é procurador da República aposentado e ainda atua como advogado.
Chefiar a Procuradoria Geral de um Estado como o Pará não é uma tarefa muito fácil.
Há demandas de toda ordem, inclusive na área ambiental, uma das mais nevrálgicas.
Para escolher Caio Trindade, o governado eleitor não fez consultas apenas entre interlocutores políticos.
Ouviu também gente da área jurídica. Gente confiável, experiente.
E gostou do que ouviu.
Como gostou, escolheu Caio Trindade para procurador-geral em sua gestão.

Os pepinos na Seduc
E Nilson Pinto?
Experiência também não lhe falta na área educacional.
Além de professor, já foi reitor da UFPA.
Mas pegou um pepino – e que pepino.
Seu pepino chama-se Seduc, a secretaria que entronizou na História política do Pará Sua Excelência a governadora Ana Júlia Carepa.
Nunca antes, jamais, na História deste Estado, uma secretaria teve tantos secretários como a Seduc em quatro anos.
Foram cinco ao todo. E, daqui até o dia 31 de dezembro, ainda há tempo para mais uma mudança na Seduc.
A Secretaria de Educação do governo Ana Júlia ficará marcada como a Secretaria dos kits escolares, um caso escancarado de superfaturamento, segundo denúncia do Ministério Público que tramita na Justiça Comum.
Hélio Franco, médico experiente e administrador idem na área pública, é outro que começa a acalentar o seu pepino desde agora.
Como secretário de Saúde, precisará encontrar soluções que evitem repetições de tragédias como a mortandade de bebês na Santa Casa – que ele mesmo já dirigiu – e o estrangulamento da rede pública de Saúde.
Ah, sim. Também precisará acompanhar de perto a execução da promessa feita por Jatene durante a campanha, de construir mais um ou dois hospitais regionais.
E por último, mas não menos importante, a escolha de Luiz Fernandes Rocha para a Segurança Pública, uma área que, com o perdão do trocadilho, é um caso de polícia há bastante tempo.
Belém vive com medo.
O Pará vive com medo.
E não é de hoje, não.
O medo não se estabeleceu durante o governo Ana Júlia, não.s
O medo remonta há anos, desde os governos tucanos de Almir Gabriel, para quem a insegurança não passava de uma sensação.
Hehehe.
O então governador bem que poderia ter contado outra.
Porque a insegurança é avassaladora.
Nessa área, é de se esperar a concretização de uma outra promessa feita por Jatene, quando acolheu entre seus apoiadores, no segundo, o ex-candidato do PMDB ao governo do Estado e presidente da Assembleia Legislativa, Domingos Juvenil.
Ao anunciar seu apoio, Juvenil pediu apenas que Jatene adotasse uma das propostas mais mencionadas por ele, Juvenil, na campanha: a implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), experiência bem-sucedida em outros Estados do País, como o Rio.
Caberá a Luiz Fernandes a atribuição de implementar a novidade.

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